terça-feira, agosto 10, 2010

Medo

O medo percorre a sua epiderme
Nos seus olhos as lágrimas escorrem
A face fica molhada
E os seus lábios sentem o sal.

O seu corpo treme de canto a canto
O coração num ritmo cardiaco elevado
Desesperada ela diz ter medo
Ninguem ouve, ninguem liga.

Eis que aparece alguem
Limpando-lhe as lágrimas
Num sorriso verdadeiro diz :
Não precisas ter medo, eu estou aqui.

As lágrimas pararam de escorrer
O seu sorriso abriu-se como uma flor
Os olhos brilhavam como um sol
Num gesto meigo , ele a carinhou.

Pegou na sua mão e caminhou
Lado a lado foram
O verdadeiro amor ela encontrou
E nada nem ninguem o mudou.

Vendo o mar como fundo
Os dois caminharam
Deixando um caminho de pegadas
E um rasto de medo ultrapassado.  

                                                                   Autoria de : Tomás Oliveira

1 comentário: